Momentos de Partilha com o Mundo. Dedos que (des)constroem o que a Vida tem para oferecer. Aquilo que Sou busco-o no Mar e naquele lugar Ali bem lá em cima de mim mesma.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
"Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens".
Lectio Divina (Mc 10, 17-22)
Cântico inicial: Tu és fonte de vida [cântico Taizé/f3]
Do Evangelho Segundo São Marcos [Mc 10, 17-22].
Quando se punha a caminho, alguém correu para Ele e ajoelhou-se, perguntando: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?» Jesus disse: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus. Sabes os mandamentos: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes, honra teu pai e tua mãe.»
Ele respondeu: «Mestre, tenho cumprido tudo isso desde a minha juventude.» Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e disse: «Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» Mas, ao ouvir tais palavras, ficou de semblante anuviado e retirou-se pesaroso, pois tinha muitos bens. Olhando em volta, Jesus disse aos discípulos: «Quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que têm riquezas!» Os discípulos ficaram espantados com as suas palavras. Mas Jesus prosseguiu: «Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.»
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode, então, salvar-se?» Fitando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus não; pois a Deus tudo é possível.»
Pontos para a oração:
Aleluia [cântico Taizé /f11]
Do Livro da Sabedoria (7,7-11)
Orei e foi-me dada a prudência;
implorei e veio a mim o espírito de sabedoria.
Preferi-a aos ceptros e aos tronos
e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada.
Não a equiparei à pedra mais preciosa,
pois todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia
e, comparada com ela, a prata é considerada como lodo.
Amei-a mais do que a saúde e a beleza
e decidi tê-la como luz, porque o seu brilho jamais se extingue.
Com ela me vieram todos os bens
e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis.
Cântico final: O reino de Deus [cântico Taizé /f6]
Cântico inicial: Tu és fonte de vida [cântico Taizé/f3]
Do Evangelho Segundo São Marcos [Mc 10, 17-22].
Quando se punha a caminho, alguém correu para Ele e ajoelhou-se, perguntando: «Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?» Jesus disse: «Porque me chamas bom? Ninguém é bom senão um só: Deus. Sabes os mandamentos: Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes, honra teu pai e tua mãe.»
Ele respondeu: «Mestre, tenho cumprido tudo isso desde a minha juventude.» Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele e disse: «Falta-te apenas uma coisa: vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu; depois, vem e segue-me.» Mas, ao ouvir tais palavras, ficou de semblante anuviado e retirou-se pesaroso, pois tinha muitos bens. Olhando em volta, Jesus disse aos discípulos: «Quão difícil é entrarem no Reino de Deus os que têm riquezas!» Os discípulos ficaram espantados com as suas palavras. Mas Jesus prosseguiu: «Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus.»
Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode, então, salvar-se?» Fitando neles o olhar, Jesus disse-lhes: «Aos homens é impossível, mas a Deus não; pois a Deus tudo é possível.»
Pontos para a oração:
- Quais são as riquezas, os interesses subterrâneos que bloqueiam o desejo de viver como Jesus para os outros?
- Que riquezas pessoais, materiais e intelectuais, posso colocar ao serviço de Jesus e do seu projecto?
- Quem são e como são as pessoas verdadeiramente «felizes» que eu conheço? Que opções de vida fizeram?
- Pedir ao Pai a graça de sair do meu «pequenino» mundo e cortar o «cordão» das falsas seguranças.
Aleluia [cântico Taizé /f11]
Do Livro da Sabedoria (7,7-11)
Orei e foi-me dada a prudência;
implorei e veio a mim o espírito de sabedoria.
Preferi-a aos ceptros e aos tronos
e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada.
Não a equiparei à pedra mais preciosa,
pois todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia
e, comparada com ela, a prata é considerada como lodo.
Amei-a mais do que a saúde e a beleza
e decidi tê-la como luz, porque o seu brilho jamais se extingue.
Com ela me vieram todos os bens
e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis.
Cântico final: O reino de Deus [cântico Taizé /f6]
quinta-feira, 10 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Quaresma...Páscoa 2011

Este Opúsculo está à venda nos Serviços Centrais, na Livraria Diário do Minho e na Delcópia.
O preço é de 1 euro.
MENSAGEM D. JORGE ORTIGA PARA A QUARESMA 2011
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Igreja, Casa da Palavra
A Quaresma é um tempo de particular intensidade litúrgica e espiritual na vida cristã. É a longa travessia do Deserto que nos leva a comer o maná da hospitalidade. É o caminho da Transfiguração que nos conduz ao suave odor da manhã de Páscoa. É o desafio a percorrer a via de Emaús segundo “os mesmos sentimentos de Jesus Cristo” (Fl 2,5). O tempo quaresmal “não é um rito do passado, mas encontro com Cristo que informa a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela graça, que o leve, a alcançar a estatura adulta de Cristo” (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma 2011).
Ao longo dos domingos da quaresma somos convidados a antecipar o caminho de Emaús, a entrar na Casa da Palavra, e a montar a tenda que nos abre à intimidade com Deus. Não tenhamos receio de “entrar mais dentro da espessura, façamos uma tenda, uma pausa breve que antecipe a Páscoa e nos esclareça acerca do segredo e da glória de Deus inacessível na face do Cristo, ícone de Deus” (J. A. Mourão).
Qual o caminho a seguir?
“Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus?” (Bento XVI, Mensagem para Quaresma 2011).
Vivemos (d)a Palavra para encontrar a frescura narrativa e poética da Palavra incarnada, para construir caminhos de amizade com o Senhor da Vida e fazer da Igreja, Casa, onde a Palavra habita para ser acolhida, vivida e anunciada como libertação do humano ferido. É o lugar penitencial onde as cinzas reduzidas a pó exalam o perdão e a reconciliação de uma humanidade ávida da misericórdia infinita de Deus.
A Igreja, Casa da Palavra
Assumir o itinerário da Palavra, de modo particular no tempo quaresmal, exige, assim, de todos a responsabilidade de fazer da Igreja, universal e local, Casa da Palavra. «A Palavra de Deus tem uma sua casa no Novo Testamento: é a Igreja que tem o seu modelo na comunidade-mãe de Jerusalém, […] e que hoje […] continua a ser custódia, anunciadora e intérprete da Palavra. Lucas, nos Actos dos Apóstolos, traça-lhe a arquitectura baseada em quatro colunas ideais: Eram perseverantes no ensino dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações» (Plano Pastoral Arquidiocesano).
A Igreja diocesana só será Casa da Palavra se se deixar renovar continuamente pela acção do Espírito Santo; se gerar vida nova e corações disponíveis para a acolher amorosamente a luz da ressurreição do Filho do Homem; se gerar uma comunidade-lar onde as pessoas se sintam acolhidas e amadas com dignidade, nas suas dores e angústias, alegrias e esperanças; se festejar em torno da mesa eucarística e celebrar a presença do encontro renovador com o Senhor da Vida; se assumir o ensino apostólico, a comunhão fraterna, a partilha do pão e a oração como as colunas que sustentam toda a acção eclesial.
Mas para tudo isso será fundamental testemunhar de viva voz a atitude do cego de nascença: “Creio, Senhor” (Jo 9,38). É neste sentido que proponho o itinerário da Palavra como caminho de renovação espiritual de cada cristão e das comunidades cristãs da nossa Diocese, no sentido de assumirmos a fé como compromisso quotidiano rumo à beleza do mistério pascal.
· Primeira Semana: a Palavra no anúncio, na catequese e na homilia (Evangelho das Tentações);
· Segunda Semana: a Palavra na celebração Eucarística (Evangelho da Transfiguração);
· Terceira Semana: a Palavra na oração, e particularmente, na Lectio Divina (Evangelho da Samaritana);
· Quarta Semana: A Palavra como proposta para uma maior comunhão e solidariedade entre todos (Evangelho do Cego de Nascença);
· Quinta Semana: a Palavra geradora de vida e transfiguração na vida dos crentes e na pastoral (Evangelho da Ressurreição de Lázaro).
Igreja, Casa da Fraternidade
Vivendo assim nesta Casa, onde aprendemos a ser família, que dialoga e exercita o dom da gratuidade e da fraternidade, estaremos mais sensíveis ao jejum, à esmola e à oração. Uma pedagogia que se adquire na captação do Amor profundo de Deus pela humanidade. Um itinerário tradicional refrescado pela Palavra de Deus de cada domingo que poderá ajudar as comunidades cristãs e os movimentos apostólicos da nossa Diocese a crescerem na adesão a Cristo e à gratuidade do Reino.
Nesta correspondência ao Evangelho, peço, por isso, que a Quaresma intensifique o nosso sentido de partilha e fraternidade em tempos de emergência social.
Assim, o Contributo Penitencial da nossa Diocese reverterá em primeiro lugar a favor do Fundo Partilhar com Esperança. Agradeço, desde já, a todos os sacerdotes, leigos e comunidades que contribuíram generosamente para este fundo de apoio social. A segunda finalidade do nosso Contributo Penitencial irá para a Diocese de Luena, Angola, que já teve seminaristas entre nós, e nos disponibilizou um sacerdote, para reconstruir três igrejas paroquiais com alguns espaços para a acção catequética e social.
Igreja, Casa do Amor Voluntário
A vida e morte de Cristo aponta-nos o caminho da doação e do seguimento incondicional de Deus-Pai. Neste Ano Europeu do Voluntariado recordo que a Palavra vivida leva à entrega de si no amor ao próximo e suscita a alegria de servir as comunidades e as pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade, nomeadamente crianças, idosos e pessoas portadoras de incapacidade física e mental. Pessoas estas que necessitam da visita amiga, da água da samaritana e da presença transfiguradora do amor inesgotável de Deus no amor humano.
Na Casa, Páscoa Feliz para Todos!
Será portanto oportuno fazer de cada coração humano uma casa cheia de ternura, de amizade e esperança para anunciar que Cristo está vivo e sempre pronto a libertar-nos da nossa auto-suficiência abrindo-nos ao amor do Pai e à reconciliação com os irmãos.
Caminhemos na Esperança rumo ao domingo de Páscoa, que anuncia a vitória de Cristo sobre a morte e a abertura de caminhos novos de justiça e de paz no mundo. Façamos com que a Boa-Nova do Reino ecoe até aos confins da terra e permaneça firme em nós a esperança do Ressuscitado. Seguindo a Cristo, façamos da nossa existência, e da Igreja, uma autêntica e renovada Casa habitada pela Palavra.
Braga, 3 de Março de 2011
† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Investir na Cultura da Vida
Que todas as instituições nacionais e transnacionais se comprometam a garantir o respeito pela vida humana, desde a sua concepção até ao seu fim natural. [Intenção Geral do Santo Padre para o mês de JUNHO]
1.Cultura da morte e negação da vida como direito absoluto
A segunda metade do século XX viu a generalização do aborto legal, a pedido, como um avanço jurídico indiscutível e um progresso no âmbito da liberdade pes-soal. Deste modo, a desprotecção legal da vida humana mais indefesa e inocente – a das crianças não nascidas – tornou-se um objectivo civilizacional de que nenhuma sociedade «progressista» podia prescindir. Conseguida a liberalização do aborto e a sua banalização por via legal, os promotores desta cultura da morte voltaram-se para o outro extremo da vida humana, onde ela se apresenta igualmente mais fragilizada – e encontram-se agora na linha da frente, tendo em vista a legalização e libe-ralização da eutanásia. No início, esta exigência de «progresso» era considerada como o último «recurso» de idosos ou doentes incuráveis. Hoje, porém, a eutanásia já é apresentada como um direito de qualquer pessoa, em qualquer fase da existên-cia que, por algum motivo, solicite auxílio médico para morrer – e, em casos extre-mos, um direito da família ou da sociedade face a pessoas que, por algum motivo, não sejam capazes de exercer autonomamente tal «direito» e cuja vida seja considerada sem qualidade.
2. Consequências
Relativamente à eutanásia, começamos apenas a vislumbrar o tipo de socie-dade impiedosa, violenta e profundamente egoísta para a qual nos encaminhamos. Quanto ao aborto, falam os números: em Portugal, 19.000 crianças foram legalmen-te eliminadas, antes de nascerem, só no ano de 2009; em Espanha, vinte anos de aborto legal têm como resultado um milhão de crianças mortas antes de nascerem; na Europa comunitária, faz-se um milhão e duzentos mil abortos cada ano; na Rús-sia, no último ano, o número de abortos foi igual ao de nascimentos; nos Estados Unidos, há mais de um milhão de abortos por ano. Por outro lado, são cada vez mais frequentes as notícias de crianças abortadas que sobrevivem durante longas horas de agonia, como sucedeu recentemente em Itália. Tais crianças, nos Estados Unidos, não têm direito a nenhum tipo de assistência médica – são tratadas sim-plesmente como mortas, estando ainda vivas... Os números poderiam continuar. Estes, porém, são suficientes para se entender a galeria de horrores em que o abor-to transformou muitos hospitais públicos e tantas «clínicas» privadas com dedicação exclusiva ao negócio da morte – tudo feito com a protecção da lei e, na maior parte dos casos, pago pelo dinheiro dos contribuintes. Depois, admiram-se que vivamos em sociedades cada vez mais violentas, emocionalmente exaustas, culturalmente decadentes, nas quais nenhum valor – a não ser o egoísmo individual – merece cuidado e protecção.
3. A longa luta em favor da vida
Aqueles que se batem por um outro tipo de civilização, na qual os mais frágeis sejam os mais protegidos, têm um caminho longo e penoso pela frente. Serão cada vez mais ostracizados e olhados como inimigos do progresso e da liberdade. Tal, porém, é um pequeno preço a pagar, quando se olha aos objectivos: «Actuar em favor da vida é contribuir para o renovamento da sociedade, através da edificação do bem comum» (João Paulo II). Os cristãos não podem alhear-se deste serviço à comunidade – como, infelizmente, tem acontecido com alguma frequência. Nem podem cair na armadilha de dizer – seguindo o discurso da moda – que há outras causas igualmente importantes. Há, sem dúvida, muitas causas importantes, a merecer o empenho dos cristãos. Nenhuma, porém, é mais importante, pois esta define todas as outras. Afinal, apostar na «cultura da vida» é investir num futuro mais humano, o único que verdadeiramente importa. E vale a pena, vale todas as penas, mesmo se, por agora, a cultura da vida não surge particularmente valorizada no «mercado» das propostas concorrentes que se enfrentam na «bolsa de valores» onde se joga o presente e o futuro da humanidade.
Elias Couto
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